Google lança o Fitbit Edge por US$ 179,99 e aposta no coach com IA vendido por assinatura
A pulseira não tem previsão de chegar ao Brasil, mas o coach do Google, que monta plano semanal de treino, já funciona aqui para quem usa Fitbit ou Pixel Watch.

O Google anunciou na segunda-feira (12) o Fitbit Edge, pulseira de atividade que custa US$ 179,99 nos Estados Unidos e € 179,99 na Espanha. A pré-venda já começou e o aparelho chega às lojas em 27 de outubro. Toda unidade vem com três meses de Google Health Premium, a assinatura que dá acesso ao coach com inteligência artificial da empresa. Depois disso, o plano custa a partir de US$ 9,99 por mês ou US$ 99 por ano, segundo o Google.
O Edge ocupa o meio da linha: fica entre o Fitbit Air, que não tem tela, e o Pixel Watch 5. Na prática, substitui a família Charge. O DC Rainmaker, site especializado em equipamentos esportivos, informa que não haverá Charge 7.
O que tem no pulso
- Tela 46% maior que a das pulseiras anteriores da marca (1,34 polegada) e caixa de 11,5 mm de espessura.
- Bateria de até sete dias, segundo testes do próprio Google; cinco minutos de carga rápida rendem um dia de uso.
- Bateria substituível: o Google chama o Edge de sua primeira pulseira reparável.
- GPS embutido até 40% mais preciso que o das gerações anteriores, segundo a empresa, e altímetro.
- Mais de 50 modos de exercício para iniciar no pulso e reconhecimento automático de até 100 atividades.
- Sensores de frequência cardíaca óptica, temperatura da pele e oxigenação do sangue (SpO2), além de aplicativo de eletrocardiograma no pulso.
Há cortes em relação ao Charge 6. O Edge não faz pagamento por aproximação, porque perdeu o chip NFC, e não tem microfone nem alto-falante, informa o The Verge. Uma edição assinada pelo jogador de basquete Stephen Curry sai por US$ 219,99.
As funções que o Google chama de Health Guardian, com tendências de pressão arterial e de resistência à insulina, chegam ao Edge e ao Fitbit Air ainda em outubro para quem assina o Premium. O próprio Google avisa que elas servem para bem-estar geral, não diagnosticam hipertensão nem diabetes e não devem ser usadas para ajustar remédio.
O negócio está na assinatura
O FitFeed resumiu o lançamento numa frase: o produto de verdade é o coach. O aparelho coleta os dados; o Google Health Coach, feito com o Gemini, transforma isso em orientação. O Google descreve o coach como uma combinação de treinador físico, coach de sono e conselheiro de bem-estar. Na primeira conversa, o usuário conta seus objetivos, a rotina, os equipamentos a que tem acesso e as lesões que trata. A partir daí, o app monta um plano semanal com metas e sugere a cada dia no que focar, com base na prontidão, no progresso e até na previsão do tempo. Dá para registrar um treino mandando a foto do quadro da academia.
O pacote ganha dados de fora do pulso. Nos Estados Unidos, o app vai importar ainda neste outono do hemisfério norte os resultados de exames de laboratório da Function Health, empresa americana de exames de laboratório. A Abbott vai integrar seu sensor de glicose vendido sem receita, o Lingo, também só para americanos. A parceria com o app de ciclo menstrual Flo Health começa no início do ano que vem.
No Brasil, o Edge não tem previsão de lançamento, informou o Canaltech. O coach, porém, já está liberado aqui: a Central de Ajuda do Google lista o Brasil entre os 37 países com Google Health Premium, para maiores de 18 anos que usam Fitbit ou Pixel Watch, e o português do Brasil está entre os idiomas desde abril. O Google não divulgou o preço do Premium em reais nas páginas consultadas.
Para quem tem studio ou dá aula como personal, o recado é concreto. O Google passa a vender, a partir de US$ 9,99 por mês, um plano semanal de treino ajustado dia a dia, que já sabe dos equipamentos e das lesões do aluno: parte do serviço que hoje se compra de um professor. O aluno que usa o app pode chegar à aula com esse plano no bolso e registrar o treino do studio por foto do quadro. O próprio Google diz que o coach dá orientação informativa, não aconselhamento médico, e pede que ninguém o use para tratar doença séria. Se esses dados vão disputar espaço com o professor ou entrar no planejamento dele depende de como o studio vai lidar com o aluno que treina de pulseira.
Com informações de Google (blog oficial, anúncio do Fitbit Edge), Google (blog oficial, novidades do Google Health e parcerias), Google (blog oficial, Google Health Coach), Google (blog oficial, preço do Google Health Premium), Central de Ajuda do Google Health (países do coach), Google (blog oficial, expansão do coach para 37 países), FitFeed, DC Rainmaker, The Verge, Athletech News e Canaltech.
