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Proteína chega à lata de refrigerante com Timberlake e Biel, e a Monster volta aos shakes

Marcas americanas põem whey em refrigerante e em bebida energética. A onda chega quando a matéria-prima está mais cara, inclusive para quem importa no Brasil.

Por Redação wellvy.news ·

Tampas de várias latas de refrigerante coloridas, fechadas, vistas de cima
Latas de refrigerante fechadas, vistas de cima. Foto: Breakingpic (CC0)

O cantor Justin Timberlake e a atriz Jessica Biel viraram cofundadores da Proda, marca americana de refrigerante com proteína, segundo comunicado da empresa de terça-feira (13). Cada lata de 12 onças (355 ml) tem 10 g de proteína de um isolado de whey transparente e zero açúcar. São sete sabores, de laranja a root beer, vendidos na rede de supermercados Sprouts, na Amazon e no site da marca.

A Proda nasceu em 2026 e é comandada pelo ator Matthew Postlethwaite e por Jeff Church, cofundador da Suja Juice. Também entrou como cofundador Joey Gonzalez, presidente do conselho da rede de treino Barry's. O casal vai cuidar de estratégia criativa, sabores, produto e parcerias. A meta declarada é sair do nicho e virar item comum em supermercados e clubes de compra nos EUA. A empresa se apresenta como o refrigerante de proteína de giro mais rápido do país, sem informar a base do dado.

Quem mais está pondo proteína na lata

  • Monster: mostrou na feira NACS a Monster + Protein, shake em lata com 30 g de proteína, 160 mg de cafeína, 2 g de açúcar e 6 g de fibra, nos sabores chocolate e baunilha, segundo a Food Dive. A base é leite ultrafiltrado, de acordo com o Stack3d. O lançamento está previsto para o ano que vem. É a segunda tentativa: a Muscle Monster saiu em 2014 e foi descontinuada em 2017.
  • Premier Protein (BellRing Brands): anunciou em maio um refrigerante com 15 g de proteína por lata, com lançamento previsto para o quarto trimestre de 2026, segundo a Food Dive.
  • C4 (Nutrabolt): a C4 Sparkling Protein, gaseificada, tem 20 g de proteína, zero açúcar e não leva cafeína, segundo a Food Dive, que a cita como concorrente direta das novas latas.

O que puxa a onda é a procura. Pesquisa da Circana divulgada em agosto mostra que 48% dos adultos americanos querem comer mais proteína, 7 pontos acima do ano anterior; entre usuários de remédios da classe do GLP-1, são 65%. No food service comercial, como restaurantes e lanchonetes, 12% das refeições já são descritas como "ricas em proteína", e essas ocasiões cresceram 11% em um ano.

Há sinais de limite. A própria Circana diz que o adulto americano já come quase o dobro da proteína recomendada e menos da metade da fibra. E o executivo-chefe da BellRing, Darcy Davenport, relatou em maio a primeira queda em cinco anos no gasto por domicílio com shakes prontos, segundo a Food Dive.

O custo da matéria-prima

A onda bate num insumo caro. O relatório do Departamento de Agricultura dos EUA de 8 de outubro descreve estoques apertados de concentrado de soro e vendedores cobrando ágio. No Brasil, o concentrado de proteína do soro importado custou em média US$ 17,16 por quilo de janeiro a setembro, 41% acima do mesmo período de 2025, segundo cálculo do wellvy.news com dados do Comex Stat.

Para quem vende alimentação ou suplemento em studio ou academia no Brasil, o movimento indica duas coisas. A proteína está saindo do pote e indo para formatos de conveniência, como bebida pronta, que o aluno pega na geladeira da recepção depois da aula. E a margem desses produtos tende a ficar mais apertada enquanto o soro estiver caro. Antes de pôr um item novo na vitrine, vale comparar a proteína por porção e o preço por grama, e checar se o produto cumpre as regras da Anvisa para suplementos.

Com informações de Proda (comunicado via PR Newswire, 13/10/2026), Circana (Eating Patterns in America, 19/8/2026), Food Dive (Monster), Food Dive (Proda), Food Dive (Premier Protein), Food Dive (C4), Stack3d, USDA, Dairy Market News, Comex Stat (MDIC) e FitFeed.

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