Canetas ocupam 8 dos 10 itens que mais faturam nas farmácias, aponta NielsenIQ
O ranking é por faturamento, não por unidades. Na DPSP, dona da Drogaria São Paulo e da Pacheco, cerca de 70% das vendas de canetas já são online.

Oito dos dez produtos que mais faturam nas farmácias brasileiras em 2026 são agonistas do receptor de GLP-1, as canetas indicadas para diabetes tipo 2 e obesidade. O dado é do estudo "Principais Tendências e Movimentações Canal Farma", da NielsenIQ, divulgado nesta quinta-feira (15) pelo Guia da Farmácia.
O ranking é por faturamento, não por número de caixas. Como as canetas custam caro, sobem rápido numa lista em reais. Na contagem por unidades, quem lidera é um antidiabético oral, e 45% dos 20 itens mais vendidos tratam diabetes e hipertensão. A NielsenIQ não divulgou a lista completa nem o faturamento de cada produto; o período é o ano móvel analisado pela consultoria.
O Mounjaro (tirzepatida, da Eli Lilly), em diferentes doses, encabeça a lista, seguido por Wegovy e Ozempic (semaglutida, da Novo Nordisk). Dois antidiabéticos orais, Forxiga (dapagliflozina) e Glifage XR (metformina), completam o top 10.
Metade do crescimento dos remédios
Os medicamentos respondem por 70,6% do faturamento das farmácias e por 75% do crescimento do canal em valor. Dentro da cesta de remédios, as canetas sozinhas explicam 54% do crescimento, segundo a NielsenIQ.
Depois do fim da patente da semaglutida no Brasil, em março, o preço médio de Ozempic e Wegovy caiu 11,5% em abril e 13,8% em maio, na comparação feita pela consultoria. No mesmo período, a fatia das vendas desses dois produtos feita em promoção saltou de 7%, em janeiro, para 46,6%, em maio. O Mounjaro também apertou as ofertas e chegou a 30,4% de vendas promocionais em maio.
Venda online e regra da receita
Na DPSP, dona da Drogaria São Paulo e da Drogaria Pacheco, cerca de 70% das vendas de canetas já passam pelo canal digital, segundo a própria empresa ao Central do Varejo. A rede, com mais de 1.600 lojas, usa lojas, dark stores e centros de distribuição para entregar um produto que exige cuidado no armazenamento e no transporte. A retirada na loja pesa nas vendas online, mas a empresa não divulgou o percentual.
No balcão ou no aplicativo, a regra é a mesma. Desde 23 de junho de 2025, por norma da Anvisa, farmácias só vendem semaglutida, tirzepatida e outros agonistas de GLP-1 com receita em duas vias, uma delas retida. O tratamento depende de avaliação e prescrição médica.
Para quem tem studio ou academia, o número a acompanhar é a demanda: 5% dos lares monitorados pela NielsenIQ usam canetas, e outros 26% dizem ter interesse. Em levantamento de abril, a consultoria registrou que 84,4% dos usuários aumentaram o consumo de proteína animal. É um aluno que muda de rotina, e o treino dele deve conversar com o médico e o nutricionista que acompanham o tratamento.
Com informações de Guia da Farmácia (estudo NielsenIQ "Principais Tendências e Movimentações Canal Farma"), NielsenIQ, Central do Varejo, Anvisa e FitFeed.



